16 dias de ativismo: pelo fim da violência contra as mulheres

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No último sábado, dia 25, as mulheres das centrais sindicais iniciam os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.

Esse período mais intenso de luta foi estabelecido em 1991, quando 23 mulheres, de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (Center for Women’s Global Leadership – CWGL), lançaram a campanha dos 16 dias de ativismo com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

As participantes escolheram datas que significavam marcos de luta das mulheres. Assim, a abertura da campanha foi fixada em  dia 25 de novembro, data do I Encontro Feminista da América Latina e Caribe (em 1981), como o “Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres” e o término em 10 de dezembro, “Dia Internacional dos Direitos Humanos”, vinculando a luta contra a violência à defesa dos direitos humanos. Hoje, 160 países realizam a campanha.

No Brasil, esta ação ganha relevância porque os crimes contra as mulheres estão cada vez mais violentos, e é preciso acabar com esta prática repulsiva. Causa perplexidade quando tomamos conhecimento de que mais uma mulher foi espancada ou morta pelo companheiro.

A melhor arma para combatermos estas barbaridades é a informação, a denúncia e a ação de vários setores da sociedade para mudar esta situação.

Entre as medidas que as centrais sindicais decidiram adotar em conjunto estão:  unificar e fortalecer as lutas das mulheres das centrais sindicais, respeitando as diferenças; lutar pela igualdade entre homens e mulheres negras e não negras, com conteúdo geracional; articular a luta em defesa dos direitos da mulher e da democracia; organizar e atuar em lutas por direitos econômicos, políticos e sociais; e lutar pela ampliação da participação das mulheres na política e no movimento sindical.

Maria Auxiliadora dos Santos,
secretária nacional da Mulher da Força Sindical e
presidente do STI Instrumentos Musicais e Brinquedos

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