CNTQ realiza Encontro Nacional dos Propagandistas

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“Discutimos os rumos das negociações coletivas no novo cenário da legislação trabalhista. Para fortalecer o processo de negociação coletiva, se faz necessário o equilíbrio de forças, e e, para isso, precisamos de estruturas sindicais fortes. Defendemos a edição de uma Medida Provisória que possa amenizar os impactos da nova lei trabalhista e estabeleça um sistema de custeio aprovado pelos trabalhadores” – Serginho

O presidente da FEQUIMFAR e 1º secretário da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, o Serginho, destacou hoje a importância da negociação, principalmente no atual cenário econômico, no Encontro Nacional dos Propagandistas Vendedores, evento realizado pela CNTQ, na colônia de férias do Sindicato dos Borracheiros de SP, em Praia Grande.

“Negociação não pode ser considerada pegando um determinado parâmetro numa certa época, por que desde a década de 1970 houve muito avanço nas convenções coletivas. Pegamos o processo de hiperinflação, mas agregamos direitos à CLT”, disse. Segundo Serginho, a partir desse processo de negociação, a categoria dos químicos e farmacêuticos registrou avanço nas convenções.

“Temos de ver questões como o caso de trabalhadores que ganham acima de R$ 11 mil que, por causa desta Lei, farão negociação direta entre trabalhador e patrão. Nesta questão, não será obrigado aplicar a convenção coletiva. Como agiremos neste caso? É importante criar estratégia de negociação”, explicou.

Serginho alertou que a categoria precisa tomar cuidado para o autônomo exclusivo não virar regra, saindo do diferenciado, sem vínculo empregatício. “Temos de olhar como muito cuidado para evitar demissão que poderá resultar readmissão num processo de precarização. Tudo o que aprendemos agora sofreu grande processo de transformação”, afirmou.

Ele frisou não perder foco, mas construir uma agenda positiva. É impossível pensar em retomada com 14 milhões de desempregados no País. “Temos de incluir isso em nossos debates. Porque a grande imprensa continuará não apoiando os sindicatos. É importante lembrar que 57% da população rejeita a reforma trabalhista”.

O presidente da Feprop (Federação dos Propagandistas e Vendedores de Produtos Farmacêuticos do Est. do Rio de Janeiro), Alexsandro Diniz, disse que não é possível continuar discutindo política sindical pegando como base a década de 1940. “Porém temos de crer que a Câmara dos Deputados apoiará a Medida Provisória revertendo pontos polêmicos aprovados na reforma trabalhista sancionada pelo governo Michel Temer”, finalizou.

Fonte: Imprensa CNTQ.

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