Conselho Político da FEQUIMFAR avalia reforma trabalhista

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Na manhã de hoje, dia 18 de julho, membros do Conselho Político da Federação dos Químicos estão reunidos na sede da entidade, em São Paulo SP, para discutir uma série de pontos relacionados à reforma trabalhista, aprovada na semana passada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer, bem como o futuro do movimento sindical.

Dando início à mesa de abertura, o secretário geral da FEQUIMFAR, Edson Dias Bicalho, lembrou que tudo o que está no texto da reforma passa a valer em 120 dias, então, até novembro, há chances de mudanças em alguns pontos, por meio da edição de Medidas Provisórias.

Em sua fala, Maria Auxiliadora, presidente do STI Instrumentos Musicais e Brinquedos, apresentou as dificuldades que já tem enfrentado nas negociações coletivas e reafirmou que a reforma trabalhista é um retrocesso que retira direitos dos trabalhadores e de atuação dos Sindicatos.

Jurandir Pedro de Souza, diretor financeiro da FEQUIMFAR e presidente do STI Itapetininga, disse que cada instância do movimento sindical tem sua importância – Sindicatos, Federações, Confederações e Centrais Sindicais – em discussões que visam sempre melhorar a vida da classe trabalhadora: “A unidade do grupo químico vai continuar a fim de recomeçar e reconstruir a unidade dos trabalhadores no Brasil”.

O presidente da FEQUIMFAR e 1º secretário da Força Sindical compõe o grupo que está discutindo a Medida Provisória que poderá resultar em alterações de pontos da reforma, como nova proposta de financiamento sindical.

“De cabeça erguida, vamos buscar alternativas para o custeio sindical, via Medida Provisória e/ou nas negociações coletivas”, disse Serginho.

Ele também avaliou: “Temos que entender que o cenário mudou e, para construir uma nova realidade, precisamos debater estratégias para a categoria química enfrentar as negociações diretamente com as empresas e através de Convenções Coletivas de Trabalho. É importante avançar na autonomia das negociações com ampliação de direitos e resistir às ofensivas empresariais que visam precarizar os direitos trabalhistas”.

A reunião do Conselho conta ainda com apresentações do consultor jurídico da FEQUIMFAR, César Augusto de Mello, um dos redatores da MP que está no Congresso; e Daniel Ferrer, economista do DIEESE, que apresenta o impacto da reforma na economia do país.

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