Informe publicitário: a potencialidade do cidadão negro

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Por Francisco Quintino

Reações imensamente racistas após divulgação de propaganda alusiva ao “Dia dos Pais” e que destaca uma família de negros tem sido um dos assuntos mais comentados no dia de hoje.

A campanha publicitária é de O Boticário (rede de franquias de cosméticos e perfumes brasileira) e, desde que foi lançada, começaram reações racistas nas redes sociais, onde vídeo no Youtube chegou a quase 50% de “dislikes”, numa manifestação inequívoca de desaprovação racial.

Informes publicitários costumam estimular a valorização dos negros, aquém da potencialidade de mercado e demandas em quanto consumidores. A visibilidade publicitária é importante, pois eleva a autoestima e fortalece vínculo da representatividade, contudo muitas pessoas “normais” não aceitam e exteriorizam a intolerância racial.

Neste caso, a campanha publicitária trata de potencializar comunicação de vendas de serviços e produtos para mais da metade dos brasileiros, que se autodenominam negros ou pardos, segundo dados estatísticos do Censo Demográfico 2010.

Desafios de vendas que fazem parte do ambiente econômico, num mercado com viés étnico potencialmente viável, com tendências de crescimento apesar dos efeitos recessivos da atual crise econômica.

No contexto das diversidades, o marketing publicitário pode contribuir no combate ao racismo e discriminação racial, com visibilidade dos negros “integrados” nas diversas propagandas de serviços e produtos. Maximizando “likes” e minimizando “dislikes” racistas!

Francisco Quintino, 
presidente do Sindicato dos Químicos de Rio Claro e 
coordenador do departamento de Relações Étnicos-raciais da FEQUIMFAR

 

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