Membro do Conselho Nacional de Saúde informa

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Membro do Conselho Nacional de Saúde e coordenador do departamento de saúde do trabalhador da FEQUIMFAR, João Scaboli, destaca políticas e ações que estão acontecendo no país para promover a saúde dos diversos segmentos da população brasileira.

Abaixo, informações sobre a vacinação de meninos contra o HPV e a importância da vacina contra febre amarela, doença que está em surto em grande parte do país.

EM SP, MINISTÉRIO DA SAÚDE DEVE VACINAR 735,7 MIL MENINOS NO ESTADO CONTRA O HPV

Meninos de 12 e 13 anos já podem se vacinar contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde em todo o Brasil. Em São Paulo, 700,2 mil meninos desta faixa etária e outros 35,5 mil jovens que vivem com HIV/AIDS podem receber a vacina.

Só em 2017, 3 milhões e 600 mil meninos devem ser imunizados em todo o Brasil. A vacina contra o HPV era aplicada desde 2014, mas apenas em meninas. A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, conta como foi possível a extensão do público sem nenhum custo extra para o governo.

Assim como as meninas, os meninos devem tomar duas doses. A segunda é seis meses depois da primeira. Vacinados, eles vão estar imunes ao vírus, que pode causar neles câncer de pênis, ânus e garganta. Além de outras doenças mais comuns, como explica a coordenadora de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues.

Com a vacinação dos meninos contra o HPV, o Brasil se torna o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a imunizar o público masculino. Até 2020, gradativamente, o Ministério da Saúde pretende estender a faixa-etária, vacinando meninos de 9 a 13 anos.

Fonte: Portal da Saúde.

MINISTÉRIO DA SAÚDE ORIENTA A SE VACINAR CONTRA FEBRE AMARELA

Toda pessoa que reside ou vai viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata, que são Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela, deve se imunizar. A orientação do Ministério da Saúde se justifica porque a doença tem maior número de casos nos meses de dezembro a maio e a transmissão é considerada possível em grande parte do Brasil. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Em 2016, foram enviadas aos estados mais de 16 milhões de doses, sendo 2,7 milhões para o estado de São Paulo.

A vacina é altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença. Todos os estados, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), estão abastecidos com a vacina contra febre amarela e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendada.

VACINAÇÃO – A Organização Mundial da Saúde considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como pode haver queda na imunidade com o tempo de vacinação, o Ministério da Saúde definiu a manutenção de duas doses da vacina Febre Amarela no Calendário Nacional, sendo o esquema vacinal uma dose aos noves meses de idade com reforço aos quatro anos. Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses.

Além da vacinação, as pessoas que planejam turismo rural, pescaria, visitação de reservas naturais, parques ecológicos, cachoeiras, rios, florestas, parques urbanos, bem como aqueles que praticam atividades laborais relacionadas ao extrativismo, à fauna e à flora em ambientes rurais e silvestres, devem adotar outras medidas de prevenção, tais como: utilizar roupas que protejam todo o corpo (sapato fechado, camisa de manga longa e calça comprida), usar repelentes e evitar ou reduzir a exposição no horário de maior risco (9h às 16h).

Apesar da alta eficácia do imunobiológico, o Ministério da Saúde alerta que nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração desta vacina deve ser condicionada a avaliação médica individual de risco-benefício, não devendo ser realizada em caso de imunodepressão grave.

Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina), assim como pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica), também devem buscar orientação de um profissional de saúde.

Acesse no portal do Ministério da Saúde na internet a lista de municípios com recomendação da vacina contra febre amarela:

http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2015/novembro/19/Lista-de-Municipios-ACRV-Febre-Amarela-Set-2015.pdf

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