Muita calma nessa hora!

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Por Francisco Quintino

Em 24 de Maio de 2017, estivemos em Brasília numa manifestação contra a Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência, juntamos cerca de 150 mil sindicalistas e trabalhadores, com recepção festiva na Esplanada dos Ministérios com bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, cacetetes e borrachadas.

Hoje estamos apoiando a greve dos caminhoneiros, considerada a maior greve que o Brasil já viu.

A crise política e econômica que assolam nosso país nos últimos anos têm provocado retrocessos sócio- econômico, acaba sendo combustível de acirramento de ânimos na sociedade.

A polarização política e ideológica fomenta debates quentes diante de muitas divergências, num ambiente com posições intransigentes que não favorecem a construção de soluções para enfrentamento da crise.

A greve dos caminhoneiros, mecanismo constitucional, busca meios de serem atendidos em suas reivindicações. Foram ignorados quando nas tentativas anteriores de serem ouvidos.

Não podemos perder a noção do que é razoável, não podemos enfrentar a intolerância com intolerância, no mínimo alguma luz de sabedoria deve nos guiar, para que reencontremos o caminho da normalidade, de paz e esperança.

Francisco Quintino,
presidente do Sindicato dos Químicos de Rio Claro e 
coordenador do departamento de Relações Étnicos-raciais da FEQUIMFAR

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