Químicos da CUT e da Força em São Paulo se unem em campanha

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Os sindicatos de químicos nas bases da CUT e da Força Sindical no estado de São Paulo voltaram a se unir para a campanha salarial deste ano, com a preocupação de evitar os efeitos da “reforma” trabalhista. A pauta conjunta de reivindicações foi entregue nesta quarta-feira (26) ao Ceag-10, grupo que representa as empresas do setor. A campanha envolve aproximadamente 300 mil trabalhadores, com data-base em 1º de novembro.

“Estamos protocolando a pauta num momento difícil para o movimento sindical e político. Mostramos aos trabalhadores e ao Brasil que através da unidade é possível fazer o diálogo”, afirmou o coordenador político da Fetquim (federação que reúne os sindicatos da CUT), Airton Cano. “A unidade de ação contra os impactos da reforma trabalhista nos direitos dos trabalhadores é fundamental”, reforçou o presidente da Fequimfar (Força), Sergio Luiz Leite, o Serginho.

Os representantes dos trabalhadores reivindicam aumento real (acima da inflação), valorização do piso salarial e participação nos lucros ou resultados (PLR). Também querem discutir formas de custeio das entidades. Desde o ano passado, os sindicalistas têm se reunido com o setor patronal para discutir os impactos das mudanças na legislação.

Entre as cláusulas sociais, a Fetquim destaca algumas reivindicações: obrigatoriedade da homologação no sindicato, proibição de trabalho das gestantes em local insalubre, negociação sobre jornada só com participação do sindicato, sustentação financeira das entidades e criação de cláusula sobre resolução de conflitos.

Metalúrgicos
Dirigentes de sindicatos de metalúrgicos na base da Força em São Paulo entregaram nesta quinta a pauta de reivindicações à Fiesp e grupos patronais. Ontem, o documento havia sido entregue ao Sindipeças, que representa as empresas de autopeças. A data-base também é em novembro. Segundo os metalúrgicos, a campanha envolve 52 sindicatos e 700 mil trabalhadores.

“Defendemos que as negociações transcorram no mais alto nível, de forma rápida, para que todos nós, trabalhadores e empresários, possamos voltar a pensar no projeto nacional de desenvolvimento do país, com valorização da indústria nacional e geração de emprego”, afirmou o presidente do sindicato de São Paulo, Miguel Torres, também no comando interino da central.

Fonte: Rede Brasil Atual.

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