Servidores Municipais da Força realizam encontro nacional

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Começou hoje, dia 8 de novembro, em São Paulo SP, o 1º Encontro Nacional dos Servidores Públicos da Força Sindical que conta com a participação de dirigentes sindicais dos estados de Alagoas, Maranhão, Sergipe, Piauí, Bahia, Santa Catarina, Rondônia, Mato Grosso, Pará, Tocantins e São Paulo. Pela direção nacional da Central estiveram presentes Geraldino dos Santos Silva, secretário de Relações Sindicais da Força, Sergio Luiz Leite, Serginho, 1º secretário da Central e Danilo Pereira da Silva, presidente da Força SP. O evento também contou com João Paulo Ribeiro, diretor da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil que disse estar disposto a atuar em parceira com os sindicatos da Central.

No início do Encontro foi feito um minuto de silêncio em para lembrar o sindicalista Daniel Grandolfo, presidente do sindicato dos Agentes Penitenciários do ESP, que morreu em acidente de carro em outubro.

“Vamos tirar uma bandeira unitária, a nível nacional para que esta seja a bandeira de luta dos servidores”, disse Cristina Helena Gomes , coordenadora-geral da Secretaria Nacional dos Servidores Públicos Municipais da Força Sindical. Segundo ela, “a linha é em defesa do setor público e do servidor contra as mazelas das administrações públicas”.

Geraldino fez a abertura do Encontro. Ele deixou claro que, mesmo com as dificuldades que o movimento sindical está atravessando devido à nova lei trabalhista e a terceirização, a Central continuará atuando junto com os sindicatos na organização dos trabalhadores do serviço público.

“O servidor municipal é o mais importante porque é na prefeitura  onde os problemas são resolvidos, afinal  moramos nos municípios”, destacou. “Daí a importância de escolher bem os candidatos a vereadores e prefeitos.  Já a organização dos trabalhadores do serviço público é essencial  para que eles possam reivindicar seus direitos independente dos partidos que estão no poder”.

Serginho ressaltou a importância  da negociação coletiva dos servidores. O projeto foi aprovado pela Câmara e foi encaminhado ao Palácio do Planalto para a sanção do presidente da República. “Ter a negociação coletiva regulamentada é primordial para o sindicato conquistar seus direitos e, a medida também facilita a definição do custeio para as entidades sindicais”, disse.

O presidente da Força São Paulo, Danilo Pereira da Silva, citou três pontos importantes para o debate:
1)    A politização – hoje é grande a dificuldades de os servidores se organizarem tendo como patrão um político;
2)    Representação dos servidores, que são divididos em diferentes setores: vigilantes, saúde, educação, etc…;
3)    Custeio – a maioria vive de contribuição associativa e precisa negociar com os chefes do Executivo municipal.

Palestras

Durante o Encontro, a diretora do Sindicato da Administração Pública de Guarulhos, Sara Pereira Santanta fez uma palestra sobre “Impactos da Emenda Constitucional 95 na Educação”. “A medida”, explicou, “vai congelar os investimentos públicos em educação por 20 anos e prejudicará os alunos e os trabalhadores do setor”.

Já a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Guaçu, Roseli Pereira, falou sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal focando nos gastos com pessoal.

Pouco antes do 1º Encontro, Cristina deu detalhes do 1º Encontro:

OBJETIVO
Trazer informações. A gente vai começar a trabalhar agora com educação sindical, projeto que será muito importante com todas estas medidas que atingem o trabalhador, como reforma trabalhista, congelamento dos gastos públicos, que é o maior retrocesso que eu já vi dentro do movimento sindical. O congelamento dos gastos públicos e a implantação do Estado mínimo, que a sociedade ainda não entendeu o que é, mas que sofrerá as consequências dessa medida. Isso faz parte das discussões para que os dirigentes sindicais saiam com conhecimento para defender o servidor que está sendo muito penalizado dentro dessa reforma geral.  Vamos sair daqui com conhecimento suficiente para fazer o enfrentamento contra o desmonte do Estado e contra os direitos dos trabalhadores que aí está instalado. Esses dirigentes vão fazer a multiplicação do conhecimento em suas regiões para que a gente saia fortalecido nesse momento de crise.

PENALIDADES
Uma das maiores penalidades que o servidor sofreu é o congelamento de gastos no âmbito da União, o governo estadual fez o mesmo. Não terá concurso público durante dois anos, nem reajuste salarial e nem reposição para os servidores. A perda da estabilidade está em discussão no Congresso. Temos que fazer greve para conseguir a reposição de inflação. Isso tem se agravado nas costas do servidor público.

Fonte: Imprensa da Força Sindical.

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