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QUÍMICOS EM HORA DECISIVA: “ESTAMOS UNIDOS PELA PLR E REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO”, DIZ SERGINHO. “OU ISSO, OU GREVE”

QUÍMICOS EM HORA DECISIVA: “ESTAMOS UNIDOS PELA PLR E REPOSIÇÃO DA INFLAÇÃO”, DIZ SERGINHO. “OU ISSO, OU GREVE”

dsc_1713-okMomentos antes de reunião com empresários e negociadores, pela campanha salarial dos 180 mil trabalhadores químicos do Estado de São Paulo, presidente da Fequimfar, Sérgio Luiz Leite, afirma que categoria está preparada para garantir Participação em Lucros e Resultados e reposição da inflação dos últimos doze meses: “Nosso povo está unido em torno da mesma mensagem. Se não houver proposta série, iremos para a greve e os empresários sabem que será forte”

Com reunião marcada para a tarde desta sexta-feira 28, na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), em São Paulo, o presidente da entidade está agitado. Sindicalista aguerrido e experiente, em seu segundo mandato à frente da entidade, Sérgio Luiz Leite, o Serginho, sabe que o momento é decisivo.

No primeiro encontro com os patrões, quinze dias atrás, os representantes da 3,5 mil empresas do setor no estado apareceram de mãos vazias. Nem a reposição da inflação nos salários, nem a manutenção da história Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi oferecida. Nada. Sob a alegação da crise econômica, o patronato simplesmente apostou na retração dos trabalhadores, mas aconteceu exatamente o contrário.

Assim que a primeira reunião acabou, mais de 200 dirigentes e ativistas sindicais da categoria foram mobilizados pela Fequimfar para percorrer as fábricas e organizar assembleias com os trabalhadores. Nelas, homens e mulheres da base e líderes sindicais fecharam uma forte unidade em torno da não aceitação, em qualquer hipótese, do fim da PLR e da não reposição da inflação. Essas assembleias já resultaram em promessas de várias empresas de garantir os dois quesitos, ainda que as negociações formais com seus representantes emperrem. Agora, no encontro desta tarde, um novo momento vai surgir: ou se chega a um acordo, ou os químicos prometem ir à greve para fazer os empresários entenderem que eles não pagarão sozinhos a conta da crise.

Para falar sobre esse quadro, BR: ouviu o presidente Serginho. Acompanhe:

BR: O sr. esperava que os empresários apostassem no agravamento da crise para os trabalhadores, com uma primeira oferta de zero de reposição de inflação e fim da PLR?
Serginho: Sabíamos que encontraríamos dificuldades. Nossas campanhas nunca são fáceis. Nos últimos tempos, em razão dos ajustes que as empresas realizaram, a relação com os trabalhadores ficou muito atritada. Em todo o estado, nossa categoria perdeu 20 mil trabalhadores nos últimos 24 meses. Sob os efeigtos da crise, empresas cortaram o plano de saúde para dependentes e reduziram o vale alimentação. Não gostamos nada disso, é claro, mas muitas vezes a categoria aceitou esses cortes para que os empregos fossem mantidos.

BR: Nesse quadro, qual é a estratégia para não perder renda e emprego?
Serginho: O primeiro passo nos demos exatamente ao forçar a primeira reunião, aquela em que os negociadores vieram de mãos vazias. Eles não queriam fazer aquele encontro, mas nos forçamos para que ele acontecesse. E por que fizemos isso? Exatamente para que a categoria entedesse, com toda a clareza, que eles iriam radicalizar.

BR: O que se fez, a partir dai?
Serginho: Com a provocação tendo ficado clara, partimos com muita garra para as fábricas. Nosso pessoal dentro das empresas transmitiu o recado para os trabalhadores, e fizemos mais de uma centena de assembleias, nas últimas duas semanas, sob a mesma mensagem: não aceitaremos menos que a reposição da inflação e não admtimos abrir mão da PLR. Esse benefício, aliás, hoje é universal para a nossa categoria. Os patrões sabem que retirá-lo será um trauma forte demais para não ter uma resposta à altura.

BR: Como foi a reação da categoria?
Serginho: De indignação, não poderia ser diferente. Ninguém vai aceitar calado perder renda nesse momento delicado da economia. A reposição da inflação e a manutenção da PLR são sagrados, não vai ter conversa sem que isso seja mantido. Nossa mobilização nas fábricas é de ciência de todos os empresários, eles sabem que estamos mobilizados de verdade. Não acredito que a posição de intransigência seja mantida.

BR: Como foi o ano para os químicos de São Paulo?
Serginho: De muita atenção e mobilização. Para se ter uma ideia, fizemos mais de 100 acordos em empresas, no último ano, todos para manter empregos. Assim, encontramos alternativas como férias coletivas, licenças remuneradas, redução de jornada e salário, tudo para manter a estabilidade no setor. Isso foi feito com sucesso. Nossa base é hoje de cerca de 180 mil trabalhadores, com um salário médio de mais de R$ 3,4 mil, acima da média nacional. Não iremos abrir mão disso agora. Os empresários podem manter esse quadro de agora para o próximo ano.

BR: O sr. está animado com a luta, mas realmente tem expectativa de um bom acordo?
Serginho: Sem dúvida. Nos últimos dez anos, nunca precisamos ir à Justiça para resolver nossas diferenças. Sempre foi difícil, como agora, mas sempre houve acordo. A diferença este ano, apesar da crise, é que nossa mobilização está realmente crescendo. Os empresários já perceberam isso e dificilmente irão manter uma posição que nos faça quebrar essa tradição de acordos bons para ambas as partes. Essa é a nossa expectativa. Se isso não ocorrer, vamos para a greve. Uma greve que será forte porque justa.

Fonte: BR 2 Pontos.

 

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